O
embate entre entidades católicas poderia inspirar
um livro sobre uma guerra santa, mas as denúncias
que envolvem a disputa pelo controle da TFP mais se
assemelham ao filme O poderoso chefão, de
Francis Ford Copolla. São centenas de processos na
Justiça do Trabalho, intermináveis contendas na
Vara Cível, denúncias na Vara Criminal de São
Paulo, investigação de apropriação indébita,
falso testemunho e ocupação de sedes por policiais
armados.
Esta
pendenga judicial e policial consta de um dossiê,
enviado ao Núncio Apostólico no Brasil, dom
Lorenzo Baldisseri, e ao Vaticano, tendo o JB a
ele acesso. O documento é assinado pelo
ex-superintendente da Diretoria Administrativa e
Financeira Nacional da TFP, Plínio Xavier da
Silveira, destituído pela medida judicial movida
pela nova diretoria.
O
principal alvo é o líder do grupo pró-TFP
liberal, João Clá Dias, também presidente da
Associação Internacional Arautos do Evangelho. Num
dos trechos do dossiê, Xavier da Silveira
transcreve partes de uma gravação de onze minutos,
de 1996. Mostra trechos em que o presidente dos
Arautos do Evangelho ameaça dirigentes da TFP nos
EUA, por terem proibido meninos de tomarem atitudes
de veneração a João Clá Dias.
Na
fita - diz o dossiê - ele prometia virar a mesa e pôr
fogo na casa, se os membros daquela TFP continuassem
a criticar seus métodos de apostolado.
Em
outra transcrição, de outubro de 1996, quando começava
a disputa pelo controle da TFP, o dossiê destaca
outra ameaça de João Clá, desta vez contra o
diretor do escritório da entidade em Washington, o
advogado Mário Navarro da Costa.
-
Tenho o plano na cabeça: pego um avião, lhe deixo
uma bala no peito, e irei para a cadeia. Pelo menos,
faço reunião para os presos - transcreve o dossiê.
O
relações-públicas da nova diretoria da TFP, André
Dantas, e o dirigente Roberto Kasuo afirmaram que
desconhecem o episódio e a fita.
-
Eles se dizem perseguidos por nós, pelos sem-terra,
pelo Judiciário, pela CNBB e por todo mundo -
justifica.
O embate entre entidades católicas
poderia inspirar um livro sobre uma guerra santa,
mas as denúncias que envolvem a disputa pelo
controle da TFP mais se assemelham ao filme O
poderoso chefão, de Francis Ford Copolla. São
centenas de processos na Justiça do Trabalho,
intermináveis contendas na Vara Cível, denúncias
na Vara Criminal de São Paulo, investigação de
apropriação indébita, falso testemunho e ocupação
de sedes por policiais armados.
Esta pendenga
judicial e policial consta de um dossiê, enviado ao
Núncio Apostólico no Brasil, dom Lorenzo
Baldisseri, e ao Vaticano, tendo o JB a ele
acesso. O documento é assinado pelo
ex-superintendente da Diretoria Administrativa e
Financeira Nacional da TFP, Plínio Xavier da
Silveira, destituído pela medida judicial movida
pela nova diretoria.
O principal alvo
é o líder do grupo pró-TFP liberal, João Clá
Dias, também presidente da Associação
Internacional Arautos do Evangelho. Num dos trechos
do dossiê, Xavier da Silveira transcreve partes de
uma gravação de onze minutos, de 1996. Mostra
trechos em que o presidente dos Arautos do Evangelho
ameaça dirigentes da TFP nos EUA, por terem
proibido meninos de tomarem atitudes de veneração
a João Clá Dias.
Na fita - diz o
dossiê - ele prometia virar a mesa e pôr fogo na
casa, se os membros daquela TFP continuassem a
criticar seus métodos de apostolado.
Em outra transcrição,
de outubro de 1996, quando começava a disputa pelo
controle da TFP, o dossiê destaca outra ameaça de
João Clá, desta vez contra o diretor do escritório
da entidade em Washington, o advogado Mário Navarro
da Costa.
- Tenho o plano na
cabeça: pego um avião, lhe deixo uma bala no
peito, e irei para a cadeia. Pelo menos, faço reunião
para os presos - transcreve o dossiê.
O relações-públicas
da nova diretoria da TFP, André Dantas, e o
dirigente Roberto Kasuo afirmaram que desconhecem o
episódio e a fita.
- Eles se dizem
perseguidos por nós, pelos sem-terra, pelo Judiciário,
pela CNBB e por todo mundo - justifica.